segunda-feira, 23 de novembro de 2015

PORTUGAL --- UMA PROPOSTA DE SOLUÇÃO PARA A EUROPA E PARA O MUNDO




         Quero começar este dia ímpar com um desejo incontido, “ímpar” também, um misto de emoção e razão: que eu nunca venha a arrepender-me daquilo que hoje solto do mais fundo de mim mesmo --- um altissonante Voto de Congratulação, talvez mesmo uma Ode Triunfal em prosa!  Porque bem o merecem os autores de tamanho feito, criação eloquente da vontade livre e não de determinismos autoritários, quer do poder quer da ciência.
         Fica bem patente que estou a olhar a cúpula de todo um processo árduo mas glorioso, cimentado de convergências e renúncias, de juventude e de maturidade. É a luz ao fundo do túnel. Aconteceu hoje quando António Costa foi chamado a Belém para trazer a “boa nova” de um governo prestes a nascer.
         Mas não é o novo governo, enquanto tal, que me galvaniza o espírito e me leva a tecer esta mensagem. Isso seria uma visão tremendamente reducionista daquilo que se passou. “O que Costa sempre teve foi a ambição de chegar a Primeiro Ministro” --- repetem, esgotam-se ressabiados os morcegos ( às vezes, vampiros) ávidos de se perpetuarem nos armazéns ministeriais  do Terreiro do Paço. Porque  propositadamente escondem a face brilhante do acontecimento. E a face brilhante, o mais precioso troféu que ora se levanta a Portugal e ao mundo é outro: O encontro de vontades rivais de quatro décadas, a reconciliação de famílias que, sendo irmãs do mesmo berço transformador da sociedade --- a Esquerda --- andavam  desavindas, perdidas nas  escaramuças autofágicas de pretensa filosofia política, abrindo com isso as portas aos lobos devoradores para se refastelarem com a carne do rebanho. Finalmente, fez-se luz, juntaram-se os trilhos, até agora reduzidos a protesto, e começou-se a construir a grande auto-estrada da Unidade e do genuíno Interesse Público. Desde há mais de um mês que se recompõe a Aliança POVO-M.F.E, Movimento das Forças de Esquerda.  Caminho difícil, em que foi preciso partir pedra, pacientemente atirar para a fogueira  velhas juras partidárias de pendor exclusivista, foi preciso quebrar enferrujados canos de espingarda e colocar bem alto deles os imarcescíveis cravos de Abril.
         É esta a Ode Triunfal  de muitas mãos, tantas vezes escrita e outras tantas corrigida, rasurada, aperfeiçoada, ampliada, uma verdadeira epopeia em construção. Não tem particulares direitos de autor: António Costa, Catarina Martins, Jerónimo de Sousa e Heloísa Apolónia não são mais que os rostos visíveis dos muitos homens e mulheres que, entre consensos e dissensos, incógnitas e certezas, entusiasmos e receios, foram capazes de unir as diferenças multicolores de cada partido no tecido comum de uma só bandeira,  o Povo Português.
   Portugal oferece à Europa e ao Mundo --- a esta Europa dividida e a este Mundo cada vez mais retalhado ---  o infalível GPS para alcançar a meta da felicidade e da paz entre as nações. Esta é também uma, talvez, a melhor estratégia para vencer o terrorismo, dentro e fora de portas. Unir para ganhar. Dar as mãos para chegar mais Alto e mais Além.
         Quanto ao ainda periférico inquilino do Restelo --- uma desfigurada múmia que só mexe para desestabilizar o país --- deixe de preocupar-se com a entrada do novo governo. Preocupe-se, antes, com a sua desonrosa saída de Belém.  Ele há-de passar e o Governo vai ficar!

         Viva a Aliança POVO-M.F.E!

23.Nov.15
Martins Júnior