sábado, 11 de junho de 2016

A VIAGEM SEM TERMO DE PAQUETE DE OLIVEIRA


Hoje,  não me sento agora à noite, como esperava,  na amurada do Senso&Consenso.
Vejo passar a Nau  e sigo viagem com o José Manuel à proa.
Gente  como ele nunca deita âncora, anda sempre em viagem.
Quantos portos, enseadas e nortadas, ventos cruzados,  depressões e naufrágios  à profundidade  dos fundos marinhos. Mas, à superfície,  apenas o rasto azul do leme seguro em águas mansas.  
Atravessava  cabos de Tormentas como quem  olha  promontórios de Esperança!
Melhor que na cédula do registo lhe quadra agora a marca de origem: Paquete em ferro forjado transportando vitoriosas  Oliveiras da Vida e da Paz.
Se o telefone tocar, outra vez, em 20 de Outubro, sou eu que navego à popa e canto parabéns às oitenta voltas. que a Nau deu ao mundo.
A Nau que, para nós, anda sempre em viagem…

11.Jun.16

Martins Júnior, mareante.