quinta-feira, 22 de junho de 2017

48 ANOS NA RIBEIRA SECA!

                                                                                                
Não há regimes para a vida. Nem dogmas. Nem empregos. Nem instituições para sempre. E quando as houver é porque o Homem deixou de ser igual a si mesmo para tornar-se peça e produto da máquina trituradora.
Para sempre – só o Amor!
Chamem-lhe paixão, sonho, chama,  alma ou coração. O Amor que nos veste por dentro e por fora! O ar que respiramos - só Ele! Mais que as religiões, mais que o talento, mais que a saúde, mais que o casamento, ainda que lhe chamem sacramento. Porque sem Aquele  nem este nem o resto poderão subsistir. (Paulo, Cor., cap.13).
Quarenta e oito anos! – somatório fatídico que para nós, portugueses, traz  à memória os horrores do fascismo. Do regime. Da máquina. Mas que morreu às mãos das armas que fabricou.
Quarenta e oito anos no mesmo palmo de terra. Só um grande   Amor pôde  transfigurá-lo e fazê-lo  do tamanho do mundo. Porque na concha dos dedos do palmo de terra  há pessoas, corações em marcha, há um processo que não conhece ocaso. Pelo regime, pelo emprego, pela instituição, jamais. Só pelo Amor!
“E mais servira se não fora
Para tão longo amor tão curta a vida”  (Luís Vaz de Camões)
É por Ele que são ímpares todos os dias pares da vida.
O 22 de Junho, também!

22Jun17

Martins Júnior