quinta-feira, 17 de agosto de 2017

NA HORA DA DOR E DO SILÊNCIO …



Descem à tumba
Os que o velho madeiro abraçou
No Largo da Bem-Aventurança


Descem ao abismo escuro
Os que subiram ao alto monte
Verde de Esperança


Descem ao berço comum
Os mártires da Fé
Que tudo crê e tudo alcança


Monte de lágrimas e contradições
Que dás
Em cada manhã  o sol da Paz
E pões
De luto e noite montes de gerações…


E o lenho novo
Que transportamos na lenta subida
Onde nos deixará
E em que tumba ficará
O berço comum da nossa vida?!...

17.Ago.17

Martins Júnior