domingo, 3 de setembro de 2017

CHAMAR O DIA DE AMANHÃ


Na Madeira, o portal de Setembro  recebe ainda as escorralhas  de um Agosto regado de arraiais, conjuntos e foguetes “de lágrimas”. É assim que o ilhéu define os fogos de artifício. Cada povo ecoa o “bom, o mau e o vilão” que lhe correm nas veias. Enquanto no norte da ilha, o despique é rei e as ‘promessas’ são jóias da coroa do “Bom Jesus”, no sul entroniza-se o deus Baco, onde o vinho é anfitrião e  maestro. Os festivais de tudo e de nada, os futebóis luso-magiar e a vitória dos ‘nossos’ e outros que tais enchem e preenchem as prateleiras da nossa  despensa colectiva.
Enquanto isso, limito-me hoje a  trautear  uma das canções que os grupos locais preparam para  sua festa, em 9 e 10 de Setembro p.f. - uma festa em que o Povo é actor e autor. Pelo que revela de força anímica e pelo optimismo esperançoso com que os jovens enfrentam o futuro, transcrevo-a para quem sentir connosco o apelo do Amanhã:

Somos o dia que amanhece
O lenço branco da alegria
Se a gente vem tudo aparece
P'ra vir saudar o novo dia

Mas o jovem não encontra o seu lugar
O seu sonho não deixam realizar
Mas um dia sua hora há-de chegar
E a vitoria finalmente há-de cantar

REFRÃO

Viva quem ama
Uma vida sã
Viva quem chama
O Dia de Amanhã
               *
O nosso chão é a madrugada
O pico alto é o meio dia
Cheia de luz é a nossa estrada
Porque a Esperança é quem nos guia

O caminho muito custa a percorrer
Na subida é preciso combater
Sabemos que outros vão desfalecer
Mas nós vamos até ao fim e até vencer
                         *
Irmão amigo vem depressa
Junta-te à nossa companhia
A vida sempre recomeça
A toda a hora há um novo dia

Já aprendemos nesta vida esta lição
Os que lutam nunca trabalham em vão
Não se cansam de lutar em união
Vem depressa meu amigo e meu irmão
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03.Set.17

Martins Júnior