quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Em Portugal, na Ilha, na Aldeia, no Mundo SER PATRIOTA …É


é ter o corpo feito do barro
do basalto e do cheiro onde ficou a minha infância…
é sentir correr dentro de mim o rio
ribeira ou  musgo prenhe da nascente que me viu
matar a sede primeira…
é naufragar e beber o sal azul daquela baía
que me abraça e liberta a alma inteira…

saber-me parte do mastro alto da bandeira
que sustento e me sustenta
e que no meio da tormenta
Não deixarei cair ao chão…

SER PATRIOTA…

é ser verso da canção
ora vibrante aureolada
ora triste balada
esperando a madrugada
que trago na minha mão…

a concha da minha aldeia
tem o tamanho do mundo
nela me sepulto e afundo
para tocar-lhe o brilho
amá-la e erguê-la
como o tributo de um filho
à mátria sua,  velhinha e bela…

SER PATRIOTA…É

levá-la a toda a parte
e onde quer que chegue
abrir o peito e apontar  sem medo
Aqui mora  o meu país
Aqui a minha ilha
aqui o meu rochedo

05.Out.17
Martins Júnior