quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

SEMPRE EM VIAGEM PELOS CAMINHOS DE BELÉM

                                          

São estes os dias de caminhar. Até para aqueles que fazem, nesta altura, a sempre espantosa viagem sem regresso. O meu amigo Gaudêncio Figueira ampliou a lista de convidados para a grande consoada sem ementa. E todos caminhamos, em passo descontraído ou açudado, para as bandas de Belém.
Na vanguarda, o Bandeirante-Bambino traz na mão o bordão de caminheiro e na mente o ‘Gps’ para o mundo. Já o vimos abrindo o Caminho do Conhecimento e, através deste, o Caminho da Luz. “Ele, a Luz que ilumina tos os que vêm a este mundo”! Conhecimento e Luz partilham o parto da dignidade humana, consubstanciada na encruzilhada desses dois caminhos: a Liberdade. Mais que ninguém, Ele aprendeu desde a nascença ‘quanta custa a Liberdade’ e por ela sacrificou a própria vida. “Vim ao mundo para libertar do medo e da escravidão todos os oprimidos da terra”. Ele o disse.
No quarto dia das ‘missas do parto’ vividas neste lugar das “Furnas do Cavalum”, o Grande Caminheiro conduziu-nos à almejada (e nunca alcançada) planície da Igualdade e da Fraternidade. Muito antes dos ideólogos da Revolução Francesa, em 1789, o ‘Gigante-Menino’ já definira o rumo: “Liberdade, Igualdade, Fraternidade”. Assim o disse e assim o fez. Ele “que não sabia filosofia e não consta que tivesse biblioteca”.
A nossa viagem continua pelos Caminhos de Belém.
 21.Dez.17
Martins Júnior