segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

ANIVERSÁRIO SEM DATA – ITINERÁRIO SEM TERMO

                                    A quem, igual a si mesmo!   


Não pergunto
O chão onde nasceste
Fosse o mar sem fundo
Fosse o mais alto evereste

Basta olhar
E ver-te
Que é sempre verde o teu canto
Sempre azul o planeta
Que navegas
Sempre mais clara e longe a meta
Que demandas

Venham os ventos de outras bandas
De todas as que houver e outras mais
Tu içarás as velas pandas

E amarrados ao convés
Levar-te-ão os vendavais
À longínqua praia que tu és
Serena ardente secreta imensa

 Porque não tem data o berço de nascença
Também não tem ocaso o teu clarão
Esconjurando fantasmas do hostil abismo escuro

Raiz de antanho
Pomo de agora
Estirpe do futuro


        19.Fev.18

        Martins Júnior