segunda-feira, 7 de maio de 2018

AMOR E CONGRATULAÇÃO NA “PRAÇA DA CANÇÃO”


                                                     

Se tivesse de descrever aquela tarde de Domingo, vivida ontem  na faixa ribeirinha de Machico, vesti-la-ia  de prazer e graça, titulando-a de uma forma tão singela e tão plena como esta: “Poema Igual a um Dia Igual”, querendo com isto dizer que o Dia foi um Poema igual a si mesmo.
Desde logo, porque foi o Dia da Mãe, associando-se-lhe todo um feixe de canções, livros, cordofones, ritmos infantis, suaves como bálsamo e, sobretudo, povo, muito povo, de todas as idades e sensibilidades que ali acorreu para partilhar o último dia da Feira do Livro em Machico.
Pela minha parte, dedico esta página a todos quantos tornaram possível a edição dos “Poemas Iguais aos Dias Desiguais”, perdidos e reencontrados nas pregas do tempo, desde 1958. Agradeço-lhes o esforço (faço ideia do quanto isso custou) em seguir o rasto de papéis sem paradeiro certo. Inicialmente contrafeito e opositor à  iniciativa de amigos e amigas, acabei por congratular-me com o produto final, Dei por bem empregues as duas horas e meia de mensagens autografadas nos exemplares disponíveis (os quais se esgotaram) bem como o reencontro de velhas amizades, de longe e de perto.
Um agradecimento especial à Professora Doutora Teresa  Nascimento, da Universidade da Madeira, pela apresentação dos textos, um gesto de generosa disponibilidade e meticulosa acutilância na análise dos mesmos. Aos dois conterrâneos companheiros das antigas lides culturais (desde a década de 60, do século passado) Alexandre Aveiro e João Manuel Henriques Fernandes, pela cadência sonora que puseram na recitação dos versos. Na mesma linha e no mesmo abraço de gratidão envolvo a dra. Irene Catanho, na organização; as dras. Paula Franco Gois, na laboriosa tarefa da revisão, a dra. Mónica Vieira, vereadora do Município, pelo ânimo que transmitiu aos autores da iniciativa; à dra. Madalena Viveiros, pelo acento impressivo e profundo que deu na declamação dos poemas. Ao jovem Nuno Freitas que, com a canção  “Allellujah”  que abriu a ribalta para a evocação de Leonard Cohen, através do poema: “ Decreto-Lei: A Canção não se define, Ama-se”, sentidamente interpretado pela dra. Benvinda Ladeira. Uma saudação incontornável ao ilustrador da capa, Mário Ramos, a quem agradeço a inspirada intuição com que elaborou o seu trabalho. À dra. Lídia Paiva e ao dr. Telmo Viveiros, pela dinâmica logística na concretização das tarefas inerentes à produção do livro.
                                              

Finalmente (the last but not the least) um carinho congratulatório para com a rica assembleia democrático-cultural que partilhou o recinto do Largo da Praça onde, em plena atmosfera de liberdade, foi efectuada a apresentação dos “Poemas Iguais aos Dias Desiguais”. Naquela tarde da Feira do Livro, denominada “Francisco Álvares de Nóbrega”, o Largo da Praça, em Machico, transformou-se na mais genuína “Praça da Canção”.

07.Mai,18
Martins Júnior