terça-feira, 15 de setembro de 2020

“VINHO NOVO DA MADEIRA”

 

POSTAL DE VERÃO 8

                                                 


Chega ao fim a mais votada de todas as estações do ano.  Neste Verão de 2020, só o sol foi campeão. Mas nem ele nem a praia nem o azul de céu e mar viveram a liberdade de estar connosco. Um ‘gorila’-fantasma omnipresente nas peias do medo amarrou-nos de tal jaez que não nos permitiu viver em plenitude as dádivas da estival natura. Ficaram alguns postais evocativos da mais brilhante estação do ano. Postais de outros verões perpassaram, longínquos, neste blog doméstico, como quem desdobra fotos antigas, à mesa de família. Hoje será o último. Evoca o baptismo de Baco na pia do lagar caseiro. É uma canção entusiasticamente cantada e coreografada todos os anos pelos jovens da Ribeira Seca, nas festas de Verão. Faz parte do CD, intitulado “Terra da Minha Saudade”. A vindima é luta. No lagar a uva geme e morre. Os ‘borracheiros’ transportam o mosto pelas veredas do Larano. E à nossa mesa, o vinho é festa!

 

VIVA A ALEGRIA DO POVO

QUE É ALEGRIA VERDADEIRA

AS UVAS DÃO VINHO NOVO

VINHO NOVO DA MADEIRA

 

A uva nasce da terra

Da luta do lavrador

Da uva se faz o vinho

Para a Mesa do Senhor

 

Toma lá moça bonita

O cestinho de uva preta

Também leva este recado

Contigo ninguém se meta

 

O povo está amargurado

Está morto de trabalhar

Temos vivido espremidos

Como as uvas no lagar

 


Vem-se do Norte p’rá rua

Já passámos o Larano

Acabámos a vindima

Quem quer mais venha p’rao ano

 

15.Set.20

Martins Júnior

domingo, 13 de setembro de 2020

UM DIA NOVO!

                                                                                


Imagens há que valem mais que mil palavras. E breves episódios que condensam uma longa história. E também lugares tão exíguos na sua dimensão geográfica quanto imensos e eloquentes na sua semântica  territorial..

Passaram-se na Ribeira Seca a imagem, o episódio e o local E conta-se em três parágrafos.  Breves na escrita, mas opulentos de análise. É como o demonstra a gravura.

1960 – desenhado no chão embutido de calhau roliço da ilha. Atesta, como em rico pergaminho, a data da descentralização da matriz de Machico, por decreto do bispo diocesano David de Sousa. Podemos afirmar que foi o ano da emancipação da Ribeira Seca, onde desde 1692 Francisco Dias Franco mandara erigir a pequena ermida de Nossa Senhora do Amparo. Foi o grande salto, em termos administrativo-canónicos, para a autonomia das gentes rurais, conferindo novas centralidades e focos de desenvolvimento.  À semelhança de outras novas paróquias então criadas, o exíguo território ribeira-sequense, marcado por três séculos de colonia quase esclavagista, ganhou consistência, valor, lugar no mapa. Foi a Igreja madeirense quem logrou tal feito, de consideráveis consequências de ordem sociológica.

Um bispo – que veio apagar o rasto viscoso e sujo dos seus antecessores pós-Abril. Há quase cinquenta que o  prelado madeirense , responsável por toda a diocese – e  já lá foram três – sempre                                                                                                                                                     se recusou a visitar os diocesanos da Ribeira Seca, um historial de contornos  miserandos, escandalosos. O bispo, na foto, no espaço de um ano já efectuou duas visitas, que o povo registou e agradece.

Um pároco –precisamente o da igreja-mãe, a matriz de Machico. Foi ontem empossado como novo pároco da cidade. Tal como a do bispo, a sua presença sublinha um avanço civilizacional e religioso, visto que, desde a mesma altura (há quase cinquenta anos) foram nomeados vários párocos para a Ribeira Seca e nunca nenhum deles  lá pôs os pés, agravando-se este fosso com diatribes, imprecações e anátemas contra o templo e contra o povo da Ribeira Seca. A concelebração realizada entre as personagens da foto-acima abriram uma nova era no atribulado percurso desta localidade  e da própria diocese, dado que hoje pregou-se – e mais que isso – concretizou-se o sonho da unidade: a Diocese e Machico deram uma prova assertiva do que é ser cristão!

Apesar da chuva,  houve festa – não arraial, por respeito às orientações das autoridades sanitárias. Mas houve festa verdadeira, em que o espírito, a alegria, a paz e a concórdia foram protagonistas, pela mão da juventude bem presente no desempenho das canções alusivas ao acto.

Omiti propositadamente os nomes dos intervenientes, (já conhecidos) co-autores deste feito. Porque o seu gesto ultrapassa a individualidade pessoal da sua identidade, para alcançar horizontes intemporais e necessários ao mundo e à Vida. E à crença. E à espiritualidade. O que se passou na Ribeira Seca, em 13 de Setembro de 2020, ficará como um marco histórico nesta escassa localidade, mas poderá também arvorar-se como bandeira de amor fraterno e como proposta de paz entre as Religiões e entre as Nações.

Definiu-o já o génio teológico de Hans Kung: “Enquanto não houver paz entre as Religiões, não haverá paz entre as Nações”!

 

13.Set.20

Martins Júnior

sexta-feira, 11 de setembro de 2020

POR QUEM OS SINOS DOBRAM… E POR QUEM A TERRA CANTA!

 

Postais de Verão 7

 


Enquanto houver mundo e os homens não perderem a memória, há-de ficar o 11 de Setembro como o Dia de Finados que marcará para sempre a ponte entre dois séculos!

Um dia… que foi noite perpétua, onde os sinos não param o dobre intermitente e inquietante por algo e por alguém que nunca deviam ter nascido – a hediondez humana!

11 de Setembro: a capicua anti-ela mesma e que por isso nem as cinzas mereciam ser notadas, se não fosse aquele Postal de Verão, vivo e mimoso: uma flor, de um fúlgido amarelo-sol do meio-dia, erguendo-se, infantil e livre,  por entre os degraus que os nossos pés pisam quando passam.

Oh portento da vida!

Oh inaudito parto do betão opulento e da terra inexistente!

Ali nascera a dádiva do imprevisto e impossível amor, que jamais alguém sonhara.  

E se “a acácia serena” da Toada de Portalegre enchera de verde a alma dorida de José Régio, aqui no vão destes degraus ficariam meus olhos ajoelhados e todo o meu ser em prece orante junto àquela corola de luz iluminando a noite de finados que o monstro-homem criou em 11 de Setembro.

Livro aberto sob os meus pés, conto de fada viva com que sonho por entre os pesadelos dos muitos 11 de Setembro que povoam o negrume dos mortais…

                  


Aprenda a dureza cruel do homem perante o ‘milagre’ do cimento insensível e bruto que deu ao mundo o beijo apolíneo, claro e belo da minha flor, nascida nos degraus do meu quintal.  

 Por isso, contra os sinos que dobram, a terra toda canta!

 

11.Set.20

quarta-feira, 9 de setembro de 2020

“ROBOTS” – ou - CIDADÃOS?

                                                                   


Uma vaga de esperança, mesmo que não passe de ilusória, invadiu a atmosfera desafiando o fantasma  - oxalá seja só fantasma – da ameaçadora segunda vaga do Covid, que em vez de catalogar-se de ‘19’ subirá um furo e passará a ‘Covid/20’. Refiro-me à reabertura das escolas, com a revoada de crianças e adolescentes que encherão de esperança e ventilação saudável o ambiente carregado em que vivemos.

         Mas há sempre um avejão quase sinistro a infiltrar-se no meio da sala de aula. É o “alma-negra” da desconfiança, do medo, da híper-escrupulose que põe toda a turma em estado de transe. Chamo-lhe “alma-negra” associando-o ao pássaro das nossas Ilhas Desertas, cuja cor e cujo voo à queima-roupa desestabilizam o visitante incauto.

Ora o dito bichinho voador apareceu por aí num denominado “Manifesto” de 100 asas, 100 (ou 200) mãozinhas angélicas,  acetinadas, tutelares. Assinaram um protesto contra um programa chamado “Cidadania”. Foram mais além e tomaram a forma daquele mítico réptil do paraíso edénico e amotinaram pais e filhos com este tremendo ameaço: “Não toquem nessa árvore, porque se a tocardes, ficareis sábios, esclarecidos, sabereis destrinçar o que é Bem e o que é Mal”!

         Já muito se tem escrito sobre o dito ”Manifesto”. De modo que vou ater-me apenas a dois marcos essenciais, qual deles o mais determinante.

         Primeiro. O programa escolar titulado de ‘Cidadania é aquele do qual nenhum aluno, nenhum homem, nenhuma mulher podem prescindir. Ousarei mesmo afirmar que ‘Cidadania’, numa escala de valores essenciais,  está antes da alfabetização, da especialização, de toda a gama de títulos académicos. ‘Cidadania” é a cadeira maior de todos os cursos. Precisamente porque ela ensina a circular nas grandes vias ou nos estreitos atalhos da vida. Ela é o ‘GPS’ de todo o “homem-em-situação”, de todo o migrante do planeta. Sem ela, seremos sempre uns desadaptados da sociedade, irremediavelmente infectados da terrível doença da anomia, como a classificou o eminente sociólogo Émile Durkheim, a qual patologia que desemboca, não raras vezes, no suicídio.

         A  área  de ‘Cidadania’ integra a verdadeira Universitas de saberes, tanto o metafísico como o científico e o experimental. Ela consubstancia a autêntica Universidade, no seu sentido mais profundo e abrangente. Ensina o jovem (toda pessoa, mas sobretudo o jovem imaturo) a posicionar-se perante a encruzilhada de valores e desvalores com que ele inelutavelmente terá  de  confrontar-se na babilónia dos dias, durante todos os anos que durar a sua trajectória  existencial. Sem a Cidadania’, teremos bons especialistas, sumidades sectoriais, peritos imbatíveis, cada qual  em seu saber particular e no segmento singularíssimo da sua profissão. Teremos géníos talvez  Prémios Nobel, astronautas, etc..  Em síntese: teremos robots infalíveis, mas não teremos CIDADÂOS! Já os antigos, na civilização greco-romana, consideravam o Trivium e o Quadrivium   como a “porta de entrada” para o ensino superior.

         O segundo marco desta breve abordagem estaciona diante do expoente máximo da hierarquia religiosa portuguesa, com sede em Lisboa. Também untou, com óleo cardinalício entre os dedos, o dito panfleto Anti-Cidadania. Aqui, por pruridos de odor sexual. Como se falar de ‘Cidadania’ fosse só falar de sexo…  Convém esclarecer que a sua assinatura não vincula os bispos de Portugal. Porque o tal Manifesto não foi à mesa da CEP, Conferência Episcopal Portuguesa, presidida pelo nosso conterrâneo, o bispo José de Ornelas, o qual (do quanto lhe conheço) nunca cairia numa tão escrupulosa quanto ridícula ingenuidade. De qualquer jeito que se lhe pegue, sempre sugeriria ao signatário purpurado lisbonense que lesse o seu homónimo, Clemente de Alexandria, o prestigiado e sábio bispo do século II (há 1800 anos!)  que sem traumas e desassombradamente ensinava os seus diocesanos nestes termos: “Porque é que havemos de ter vergonha de falar naquilo que Deus não teve vergonha de criar?”.

         Peço a quem me acompanha neste diálogo digital que complete o muito que eu desejaria desenvolver nesta tentativa pedagógica, sobretudo no que se refere à educação da adolescência e da juventude que se vêem sem defesa perante os emaranhados tempos que correm.

         E acima de tudo, a CIDADANIA!!!

        

09.Set.20

         Martins Júnior

segunda-feira, 7 de setembro de 2020

TIRO E QUEDA: “É A TI QUE VOU PEDIR CONTAS!!!”

                                                                                    


Na sala de anestesia geral em que o  ‘covid’ tornou este planeta, desde os grandes continentes aos mais estreitos becos domésticos, explodem imprevistamente  estampidos brutais que a modorra dos dias não nos deixa captar. E foi ontem um deles. Veio nas folhas amarelecidas do Livro, com mais três séculos de história. Seu autor: Ezequiel, um líder popular, corajoso desestabilizador de uma pútrida ordem social,  ele que lia nas estrelas e falava a linguagem vinda do Supremo Juiz do Universo. Ei-lo, em discurso directo:

  Criatura humana, fala aos filhos do teu povo e diz-lhes assim: “Quando Eu fizer cair a espada sobre a terra e o vigia que o povo escolheu tocar a trombeta a avisar os seus habitantes e se estes, ouvido o alarme, não fizerem caso, o sangue cairá sobre as suas cabeças, mas o vigia será ilibado de culpa e salvar-se-á. Se, porém, este não tocar a trombeta a avisar o povo, é a ele que Eu pedirei contas. Faz o mesmo com os filhos de Israel: Se não os alertares dos seus maus caminhos e das suas iniquidades,  a morte cairá sobre eles, mas é a ti que Eu incriminarei dessa tragédia. Porque não ergueste a tua voz em tempo oportuno”. (Ez. Cap.33).

Mais forte que o troar de um canhão de guerra, foi este ultimato que durante o percurso sinuoso do povo judeu, inundava as insónias dos profetas e lhes batia nas profundezas do seu imaginário: “Levanta a tua voz como uma trombeta, para salvares o teu povo’.

Devo dizer que, desde ontem, a partir dos textos propostos para o dia de domingo, desfilaram diante de mim centenas, milhares de vigias da noite, sentinelas do povo (semelhantes aos vigilantes nas montanhas que outrora acendiam as fogueiras dos “Fachos”  quando avistavam corsários na costa), associei-os, esses heróis de todos os tempos e lugares, que em picos da crise social, ético-cultural e económica, arriscaram a própria vida, mas salvaram os seus conterrâneos, erguendo a voz como a trombeta do Arcanjo Libertador. São conhecidos por todos os que amam a Liberdade e a Justiça.  Bastas vezes passaram já por estas páginas bloguistas. E alguns deles – rari nantes in gurgite vasto - ainda vivem entre nós. Felizmente!

Em contraciclo, têm atravessado a minha paisagem interior milhões, biliões de algozes do povo disfarçados e bem paramentados de vigias e pastores do rebanho, maiorias silenciosas, que usaram a mudez calculada frente aos lobos devoradores. Todo o mundo os tem. O nosso Portugal também, em tempo de ditadura salazarenta. A nossa ilha também, no pós-Abril, cujos fautores até se ufanavam de usurpar a mesma longevidade da noite sombria do fascismo.

Ocupa-me e preocupa-me até às entranhas o clamor de Ezequiel, porque dirige-se, sem errar o alvo, aos detentores do poder espiritual, sob a genérica designação semântica de ‘Profetas do Reino’, mandatados para abrir clareiras nas trevas da ignorância, para dardejar a chama da Verdade e do Direito contra os manipuladores da grei. Falta-me ainda cumprir este mandato, antes que me vá: desmascarar a cobardia de pastores, confrades,  clérigos, prelados e instituições, serventuários do poder político-financeiro, que nos últimos 46 anos bajularam despudoradamente os poderosos, embrulharam em sotainas (des)sacralizadas os abusos e os atentados devotamente perpetrados contra os superiores interesses do povo ilhéu.

É um dever indeclinável erguer a voz como trombeta intemerata.

Vem, Ezequiel Profeta! Vem de novo, rasgar a noite e abrir o Dia Novo!  

 07.Set.20

Martins Júnior

sábado, 5 de setembro de 2020

SOL NA EIRA - FRIO NA LAREIRA

 

                POSTAL  (ANTI) VERÃO 6

                                    


Hoje, na ponte movediça entre dois mundos – cada ano, cada mês e cada instante – balançam em paradoxal ritmo binário dois estranhos hemisférios, umas vezes altissonantes, outras curtindo traumas nos esconsos de uma solidão sem rosto.

Entre Agosto e Setembro, eles aí estão patentes em forte contraste:

Cá fora, tentando sair, frenéticos como pintos da casca do ovo, os rebentos festivaleiros, cortejos, concertos, concursos, corridas, campeonatos, feiras (pouco) francas, um tropel de fogos-fátuos, para iludir o vulgo e para iludirmo-nos a nós próprios. Por não cumprirem a meta, ficam gorados na mesma casca de onde tentaram sair. Contradição tamanha e tamanha frustração!

Porque… lá dentro é sempre inverno, onde hiberna, imperceptível, a cascavel coroada da ‘covid’. E se não está ela, está o medo  que a transporta na pele.

Bem se esforçam os puxadores de manequins por saltitar os dedos e os planos e os prognósticos (‘está tudo sob controlo’) e as ofertas-promessas, mas lá dentro do corpus social, há um fantasma em cada vértebra. Sérgio Godinho antecipou-se quando vaticinou “aquela frase batida, hoje é o primeiro dia do resto da tua vida”.

Decididamente, desembarcámos noutro planeta. Para sobreviver, é preciso inventar uma ‘Nova Ordem Planetária’.

E para que o sol não falte na eira, é preciso segurar o frio da lareira. Segura-te, agarrado ao bordão do teu pensamento, ao domínio da tua própria emoção!

Não queiras depender do rufar dos tambores arraialescos nem dos jogos florais que depressa fenecem e caem. Nem das procissões feitas paradas de pompa e circunstância. Segura-te! Porque segurando-te a ti mesmo, estás a segurar tudo à tua volta!

Isto feito, ou pelo menos tentado, pode o frio cobrir toda a eira, porque o sol brilhará seguro na tua lareira!

 

05.Set.20

Martins Júnior        

quarta-feira, 2 de setembro de 2020

DOIS FARÓIS SERENOS PARA A CONFUSÃO PANDÉMICA DE UM MAR REVOLTO

                                                                       


    Tal como em épocas cíclicas de frenesim global em que profetas da desgraça vaticinam o fim-do-mundo que nunca chega, também neste confuso marulhar pandémico surgem à tona de água uns aparatosos crânios que há muito andavam fugitivos por outros ‘mares nunca dantes navegados’.

Refiro-me a um rescrito, um abaixo-assinado ofegante, contra a disciplina eminentemente cívica, proposta para o novo ano escolar. Seu nome, CIDADANIA, enuncia a visão holística da cultura orientada para a vida dos jovens e a sua integração plena em sociedade.

Sem comentários de fundo (que ficarão para ulteriores circunstâncias) e porque da aragem e do teor dos 100 iluminati signatários sobejam resquícios de velhos tabus, talvez mal resolvidos desde a infância, como são as questões de género e sexualidade, ouso trazer alguma luz oriunda da filosofia que vem de longe, aquela sabedoria dos Mestres que nunca morrem.

Ei-las:

De São Clemente de Alexandria, século II:

 “Porque é que havemos de ter vergonha de falar naquilo que Deus não teve vergonha de criar?”

         De Blaise Pascal, Les Pensées, século XXVII

“Qui veut faire l’ange fait la bête”

“Quem (de um homem) quer fazer um anjo, sai-lhe uma besta”.

À consideração superior da consciência cívica!

 

03.Set.20

Martins Júnior