sexta-feira, 13 de janeiro de 2023

“O MENINO NA CASA DO SENHORIO” - 1692

                                                                          


Sobrevoemos a ponte movediça da sexta-feira, dia treze – “essa fatídica sexta-feira”, como a classificava  Frei Dinis, das Viagens na Minha Terra, de Almeida Garrett, obedecendo aos cânones do Romantismo restaurador das lendas e superstições medievais. Sobrevoando a ponte pomos pé, de novo, no pequeno vale da Ribeira Seca, onde o presépio de 2022/2023 reproduz os tempos fortes do seu historial.

         O capítulo anterior – o primeiro, O MENINO DO TINTUREIRO ENTRE OS ESCRAVOS DO AÇÚCAR -  abarcou genericamente os aspectos sociológicos, económicos e sacro-culturais da Primeira Capitania do Reino, Machico, Ribeira Seca inclusive, num período que vai desde 1419 até 1692, com maior incidência na data fundacional do “8 de Maio de 1440”, como ficou demonstrado.

         O MENINO NA CASA DO SENHORIO

         O Senhorio chamava-se Francisco Dias Franco, capitão-secretário da Câmara Municipal de Machico. O seu nome fica indelevelmente perpetuado no território da Ribeira Seca por ter sido o criador do ‘proto-monumento arquitectónico’ construído nesta localidade, a Capela de Nossa Senhora do Amparo, em 1692. Ali começou, portanto, o culto oficial, hierarquicamente reconhecido, prestado pelo clero adstrito à matriz de Machico, ao bom estilo dos morgadios sediados em toda a Ilha, como é exemplo, entre outros, o Solar de São Cristóvão, em Machico.

         Para aquilatar-se cabalmente do subtítulo-supra e das gritantes assimetrias sociais que dividiam o campesinato e a burguesia  - caseiros ou colonos e senhorios – fixemos o amplo estatuto hegemónico de Francisco Dias Franco: latifundiário, rico (construiu, também a expensas suas, em 1706, o Forte de Nossa Senhora do Amparo, na Vila de Machico) e, acima de tudo, detentor do poder, enquanto militar e executivo operacional do Município. Foi neste ‘caldo’ conjuntural que se queimou a justíssima Lei das Sesmarias (as terras eram dadas pelo Rei a quem e só enquanto as trabalhasse) e engendrou-se o “leonino contrato da colonia” que durou até 1974. O colono assumia a condição de escravo da terra, com requintes de humilhante exploração de toda a família.

         É neste berço que nasce o Menino. Na casa do Senhorio.

Na tribuna contígua ao solar da residência lá estava o explorador e seus distintos familiares, olhando sobranceiros para a turba curvada dos caseiros-servos da gleba, que no chão térreo da capela cantavam ‘Bendito, Bendito’ ao Deus Menino de olhos azuis e rezavam descalços e de joelhos agradecidos ao “senhor-amo”, com o celebrante a ajudar os pobres camponeses a beijar os pés que os espezinhavam. Gloria in excelsis!

Quem subscreve o presente testemunho é o próprio que presenciou os factos há cerca de 75 anos quando, ainda criança, era solicitado pelos celebrantes da matriz a acompanhá-los a ‘ajudar à missa’ na Capela do Amparo.

Assim foram os Natais entre 1692 e 1960/1963, data em que a população começou a construir a Casa própria para o Menino, como descreverei em próximo texto e os residentes fixaram mais tarde no  Cancioneiro da sua história:

                            Na Capela do Amparo

                            Foi lá que a paróquia abriu

                            Mas ela não era nossa

                            Pertencia ao senhorio.

 

N.B. – À margem da narrativa, mas de um certo sabor à ironia dos tempos, permitam-me informar que a capela e solar, pertença do antigo capitão-secretário Francisco Dias Franco, foram recentemente adquiridos pelo emigrante da Ribeira Seca, antigo caseiro, coincidentemente de sobrenome Franco.

“Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades”…

 

13.Jan.23

Martins Júnior

 

        

 

quarta-feira, 11 de janeiro de 2023

O PRIMEIRO NATAL NA PRIMEIRA CAPITANIA - HARMONIAS E CONTRASTES

                                                                              


    É hoje que trago ao nosso convívio o memorial de um pequeno vale incrustado no grande vale, o maior da Ilha ~Machico, a primeira capitania da Madeira, desde 8 de Maio de 1440. O pequeno vale, marcado pela ruralidade profunda, tomou o nome de Ribeira Seca. O memorial de 600 anos de história apresenta-se plasmado na representação figurativa do presépio tradicional, implantado no palco aberto desta localidade e pretende responder a uma pergunta, talvez a mais empírica e natural: Como viveram os nossos antepassados os seus Natais?... Ou, desdobrando a mesma questão: Que Menino ‘apareceu’ renascido aos olhos que se apagaram há séculos no recôndito destas montanhas?...

         Sejam quais as respostas que a nossa criatividade retrospectiva possa congeminar, tudo se resumo ao genérico: COMO SE ELE NASCESSE AQUI !

         Por tratar-se de um ‘documento’ para memória futura, complementa-se o contexto escrito, esclarecendo que o que se configura no palco é a tradução do Livro Aberto materializado em calhau roliço, tipicamente madeirense, datado em toda a extensão do adro do templo da Ribeira Seca, como passo a descriminar.

         O MENINO DO ‘TINTUREIRO’ ENTE OS ESCRAVOS DO AÇÚCAR

         Foram os primeiros passos do povoamento da Ilha. Ribeira Seca marcou presença e tão notória que ainda hoje permanecem vivos os topónimos dessa época. Concretizando: Paulo da Noia, industrial italiano sediado na Ilha, desenvolveu o ramo da tinturaria, a partir do arbusto denominado ‘tintureiro’ e das folhas de uma espécie de leguminosa conhecida por pastel. Era uma indústria de elevado conceito artístico e comercial utilizado no ramo têxtil, de tal relevância que, por imposição do Rei D. Manuel I, o imposto da exploração era pago ao Reino, não em numerário, mas em espécie. A reminiscência desses remotos tempos ficou para sempre sinalizada na Ribeira Seca pela simbiose de três sítios contíguos, cuja nomenclatura manteve-se intacta até aos dias de hoje. Eles aí estão: Nóia, Pastel e Tintureiro.

         Consabido sobejamente é o cultivo da cana sacarina, o ouro branco, com o qual se transacionaram os famosos quadros da Arte Flamenga, entre os quais, a famosa “Adoração dos Reis Magos” da Igreja Matriz de Machico, actualmente no Museu de Arte Sacra do Funchal. Mas o doce do açúcar trazia misturado o travo amargo da negritude esclavagista. Foi a Madeira, para vergonha nossa, um dos maiores entrepostos de escravatura africana. As terras férteis de Machico, inclusive da Ribeira Seca, conheceram a humilhante presença da exploração açucareira.

         Foi esta a primeira fase do presépio a que se refere o texto em análise e, com ele, procura indagar-se como é que os frades franciscanos, pioneiros da evangelização Ilha, instrumentalizaram os primitivos crentes a celebrar o nascimento do “Menino doTintureiro entre os escravos negros do açúcar”. E como compaginavam a penúria dos então servos da gleba com o luxo, os torneios e a vida romântica do donatário da Primeira Capitania da Madeira?!

         Não obstante a ancestralidade inicial, desde 1419,  da conjuntura descrita, fixou-se a data de 8 de Maio de 1440, quando o Infante D. Henrique outorgou a Tristão Vaz Teixeira o Privilégio Régio da Primeira Capitania da Ilha, cuja efeméride motivou recentemente  a instauração cronológica do Dia do Concelho de Machico.

         Voltando ao presépio, o Menino (a sua imagem) ‘nasceu’ no bucolismo dos campos da cana sacarina, sob o tintureiro, o pastel e o folhado, ao ritmo cantante das águas descendentes das montanhas e o bafo dos animais domésticos, guardiões da rural lapinha madeirense.

                                                (Continua)

         11. Jan.23

         Martins Júnior

segunda-feira, 9 de janeiro de 2023

REQUIEM POR UMA CIDADE EXTRATERRESTRE !

                                                            

         


A cada dia que passa no ano novo caem pedaços de “céu velho” em cima das nossas cabeças: em Portugal, na Ucrânia, na China e, para surpresa maior, no divertido Brasil do samba. Só quero que se esqueçam de mim esses ‘drones’ satânicos que atravessam o planeta. Mas, não obstante o anacrónico atentado contra a democracia, o que me comove e revolta é imaginar os tombos que deve estar a dar na tumba o genial criador da cidade mais-que-maravilhosa.

Aquela cidade quase-extraterrestre que conheci em 1972, símbolo de uma simetria exótica –  mais se sente  que se vê – cujas linhas confluíam numa partitura perfeita, tal a conjugação entre o verde dos jardins, a arquitectura das zonas habitadas e a planura da rede viária, sem necessidade de sinais de trânsito, muito menos policiamento de rua!...

Enchia os olhos e deleitava a alma a suavidade exterior de corpos tão heterogéneos da Praça dos Três Poderes, visionariamente concebidos em tempos de ditadura militar. O seu interior, de uma funcionalidade logística evidente e de uma elegância ainda mais sensível ao visitante, todo o volume construtivo, visto de dentro e de fora, ganhava uma beleza ondulante com o espelho de água que o circundava.

Foi esta a Brasília que conheci há cinquenta anos.

Ao ver agora a barbárie, despudoradamente travestida do símbolo do país – a bandeira brasileira – fico a pensar como é que se não desconjuntaram os feixes em prece erguida da monumental basílica da cidade. Nem mesmo o assalto ao Capitólio consegue subavaliar ou minorar aquela horda selvática que desabou com tal ferocidade sobre a cidade indefesa!

Desculpem-me os meus acompanhantes ‘bloguistas’, por não ter dado sequência ao tema anterior. Mas bastou o visionamento directo dos acontecimentos para solidarizar-me com o genial Arquitecto Óscar Niemeyer na sua tumba distante. E, sem ocupar-me agora da conjuntura criminal, confesso que não me contive sem exprimir este grito abafado de revolta sobre a destruição daquela urbe que me encheu os olhos e a alma em 1972!

 

09.Jan.23

sábado, 7 de janeiro de 2023

ENTRE O NATAL CATÓLICO E O NATAL ORTODOXO (UCRANIANO) – A SUPERABUNDÂNCIA DAS REPRESENTAÇÕES ARTÍSTICAS

                                                                        


    Tal qual ao ritmo das estações e dos dias delas, assim a dança dos Natais: acabam uns, começam outros. Ontem mesmo, Dia de Reis, fecharam-se os cantares celebrativos da Natividade, conforme à  tradição que a  iniciou em 25 de Dezembro para substituir a festa pagã do “Sol Invicto ou Sol Invencível”. Ao invés, no mesmo dia em que termina o Natal Católico, começa o Natal Ortodoxo, dos russos, ucranianos e povos circunvizinhos.

 Aliás, segundo Desmond Morris, (in Mistérios do Natal, Publicações ‘Europa-América’) é extensa a banda larga comemorativa do sucedido em Belém da Judeia: “Alguns escritores mais antigos preferiam 16 e 20 de Maio, outros escolheram 9,19 ou 20 de Abril, outros inclinavam-se para 6 de Janeiro ou 18 de Janeiro. Por outro lado,,29 de Março e 29 de Setembro também eram adversários de respeito”. (pag.14-15).

            Sem prejuízo dos fundamentos que assistem aos diversos autores, ocorre-nos dar razão ao refrão que a todos nos toca: “Natal é quando o homem quiser”. É por isso que as tentativas de reprodução plástica do Natal são tantas quantas os ‘artistas’ quiserem, desde as clássicas e maneiristas às da livre inspiração popular, talhadas pelo primeiro presépio, o do Poverello de Assis, em 1224. É de uma pitoresca versatilidade o interminável cardápio de presépios e ‘lapinhas’, uns marcados pela sobriedade de motivos da Gruta de Belém (menos a vaca e o burrinho, segundo afirmou o recém-falecido Papa Emérito, Bento XVI) e outros mais ecléticos, divertidos como uma feira de quinquilharias ou polidos como um improvisado museu de miniaturas arquitectónicas sediadas na aldeia, na freguesia ou na cidade.

Curvo-me com respeito diante de todos os exemplares, fruto da criatividade e do labor dos construtores de presépios.

            Serve esta, talvez longa, introdução de pano de cena para mostrar, com objectivo de memória futura, o historial da cenografia comemorativa do Natal/2022 no palco aberto da Ribeira Seca, onde - na esteira dos anos anteriores – se pretende assimilar o autêntico espírito de Natal e plasmá-lo em consonância com a vida quotidiana e a história, com maior incidência no mundo de hoje e na idiossincrasia do lugar.

            Assim, ficaram sintetizados no palco os seiscentos anos dos Natais vividos ao longo dos séculos pelas diversos habitantes e etnias, desde a era do povoamento até aos nossos dias, focalizando os tempos fortes do passado das populações da Ribeira Seca, as vivências, as vitórias e insucessos, a escravatura e a conquista da liberdade.

            Tudo isto que se há-de contar no próximo blog está subordinado ao pensamento telúrico irmanado com o nascimento de Jesus de Nazaré:

                           “COMO SE ELE NASCESSE AQUI” !

 

            07.Jan.23

            Martins Júnior   

quinta-feira, 5 de janeiro de 2023

ONDE SE FALA DE REIS E RAINHAS, CANTARES TRIUNFAIS E DISSONÂNCIAS FATAIS

                                                                            


‘Quer de noite, quer de dia, quer à hora do meio-dia’… por aí deambulam os reis imaginários, alienando por momentos a sua condição de súbditos, donos de um ceptro feito rajão e de uma coroa real na sua voz soberana.

‘É do dia cinco para o dia seis’…

Outros cantares, porém, bateram-me à porta e pediram que os acompanhasse. Era o cantar das ‘escravas’ em vida, mas que, como a inditosa Inês,  depois de mortas são agora as nossas ‘rainhas’: a Senhora Roza (escrita original) de 93 anos, feitos no mesmo dia em que morreu e foi hoje a sepultar. Na mesma data, a Senhora Maria, 95 anos, que terá amanhã o seu cortejo triunfal. Triunfal – apraz-me repetir, porque quem compôs durante 93 ou 95 anos o Livro de Ouro de uma “Missão Cumprida” outro adeus não achará senão a estrada real, ascensional, das rainhas, ainda que em caixão de pinho ‘escoltado’ por corações acesos de familiares e vizinhos.

Mais longe, um rei coroado pelos homens, 95 anos, diz também adeus a um trono que já havia abandonado em vida. Altas ameias, colunas marmóreas, salomónicas, festival de túnicas-escarlate brilhantes ao sol da praça, acordes angelicais de um outro mundo, enfim, centenas de milhares de admiradores e passantes, com os maiorais nacionais e estrangeiros na vanguarda oficial – assim se alcandorou o ‘sétimo-céu’ no mundo, onde o rei, futuro santo, esperará a “coroa imarcescível de glória” que lhe está reservada no Grande Dia, como a Paulo de Tarso.

As nossas ‘rainhas’ ficam curtindo as cinzas num estreito cubículo de sete palmos, o seu apartamento, comum a todos os mortais. Flores singelas dos seus jardins serão o lençol de ano novo  que as cobrirá.

Fechado o ‘portão’ de jaspe sobre o rei de longe e passada definitivamente a cortina de ar puro que encerra o seu ‘apartamento’, ninguém mais sabe dizer a geografia além-túmulo que ele e elas terão de percorrer… É a indecifrável incógnita que os torna iguais aos nossos olhos, como iguais serão o amor e a saudade que nos restam.

Um traço viscoso, porém, manchou o chão sagrado daquela Petrina Praça. Foi o mitrado purpurado de Moscovo, abusivamente ali presente. Porque, enquanto a missão do homenageado foi toda a vida um abraço galvanizador para a Paz, as mãos avermelhadas do intruso moscovita persistem em abençoar as armas que matam e os tanques que ‘afogam+ vidas inocentes.

Enfim, dissonâncias de um outro  cantar dos Reis…

Que fiquem connosco as Três Estrelas redivivas. As miríades  de estrelas que este mundo tem!

 

5.Jan.23

Martins Júnior

terça-feira, 3 de janeiro de 2023

“PÓ CAÍDO, PÓ ERGUIDO” x 2 !

                                                                            


                                                          



     Raras vezes, como agora, o mundo montou palco para aí fazer representar, na grande ribalta, o zénite e o nadir da espécie humana, colocando em cena epifenómenos contraditórios, personagens diametralmente opostas e, ao mesmo tempo, singularmente idênticas no que têm de mais estrutural e sensível, tudo uma conjuntura que nos faz ampliar o “Grande Teatro do Mundo” de Pedro Calderon de La Barca.

Aí estão os epifenómenos do Natal e Ano Novo, com o furor das intempéries perto e longe, a que se junta a barbárie da humana ferocidade bélica.

Mas o desconcerto que melhor define a época é-nos fornecido, ao mais alto nível, pelo êxodo forçado de dois ídolos monumentais da nossa história contemporânea, cada um em seu trono diverso:  Joseph Ratzinger (Bento XVI) e Edson Arantes Nascimento (Pelé). A coincidência cronológica, a exposição pública, os rituais diferentes no aparato mas iguais na atmosfera envolvente, o desfile das multidões e as centenas de jornalistas presentes, todo um cenário que inspira um mausoléu perfeito e até nos faz imaginar que os dois ‘Réis’ vão a sepultar na mesma urna da fraternidade humana.

Mas outra aura convergente fala mais alto e agrega num mesmo tronco os dois nobres passageiros da ‘barca de Caronte’ – precisamente os que ficam no seu lugar, após o adeus final, as mãos que lhes ‘fecharam os olhos’  e agora transportam todo o brilho da sua herança no cortejo dos vivos– Francisco Papa e Lula Presidente.

Faria eu bem melhor se apagasse tudo o que escrevi acima e chamasse de novo o “Príncipe da Língua Portuguesa”, ilustre filho do Brasil, Padre António Vieira, para definir tão excelsa simbiose:

“Pó caído, Pó erguido”!

Ratzinger e Pelé – Pó caído!... Francisco e Lula – Pó erguido!...

Os dois ‘caídos’ - e com missão cumprida.

Os dois ‘erguidos’ - e com missão continuada, também estes provisórios até um dia.

Enfim, a efémera e gloriosa condição humana. A nossa!

À consideração pessoal e intransmissível.

 

03.Jan.23

Martins Júnior   

 

     

  

domingo, 1 de janeiro de 2023

A FOLHA EM BRANCO

                                                   


‘Não perguntes a 2023 o que pode fazer por ti.

Pergunta, antes, a ti mesmo o que podes fazer por 2023’.

 

Ao iniciar o Ano Novo, a esperança tem a sua raiz dentro de ti, dentro de mim, dentro de nós. Por isso os meus votos são os mesmos de John  Kennedy para o seu país.

BOM ANO NOVO!

01.Jan-23

Martins Júnior