sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

“DO MEDO À ESPERANÇA” – Ao vivo


Se alguma vez se pôde chamar ´”impar” a um dia do calendário, hoje foi. Foi o 3 de Fevereiro, ímpar na ordem cardinal e super-ímpar na alma que lhe deu corpo! Em redor da mesma mesa, 60 anos cronometrados viajaram com a leveza de um voo fraterno, ora rompendo clareiras nas alturas, ora baixando, rasante, ao chão do quotidiano, mas sempre com a procura da verdade no horizonte maior. Entre os 27 e os 87 anos de idade, do mais jovem ao menos jovem, ali ficámos, os cinco, degustando com a ementa do almoço “a esperança” que é nossa, contra o “medo” que vem de fora.
Ali precisamente, ao vivo e em franca confraternização, foi um dom inestimável ter ao nosso lado os autores dessa  sábia “Summa Sociológica” – DO MEDO À ESPERANÇA – o psiquiatra e psicanalista Prof. Coimbra de Matos e a historiadora Prof.ª Raquel Varela. Com a franqueza mais saudável e sem plano pré-estabelecido, as páginas do livro ganharam  sonoridade na voz e brilho no olhar dos seus ‘progenitores’. Filosofia, medicina, saúde, arte, questões laborais, religião,  eutanásia, afectividade, pedagogia, políticas da inclusão e da exclusão, a nível nacional e internacional – tudo isto e muito mais, temperado com o néctar da amizade, enriqueceu e sublimou as iguarias que a anfitriã preparou com o requinte e o carinho que se lhe reconhecem.
 Os contributos da psicologia e da economia, proporcionados pelo especialista José Paz e pelo mais jovem convidado, alargaram as dimensões daquela prestimosa mesa comum. Assimilar e interiorizar a ciência acumulada e o “saber de experiência feito” de um veterano “senador da psique humana”, o Prof. Coimbra de Matos – a frescura do seu humor  livre, sem pregas - é algo que jamais se esquece, porque  faz-nos “ver” e concluir que aos 87 anos seremos sempre jovens.
Pela minha parte, à definição “DO MEDO À ESPERANÇA”, ajuntarei e interpreto este ‘dia ímpar’, 3 de Fevereiro, como a ponte entre a expectativa e a realidade – a concretização de um desiderato que já vem de longe. Bem hajam!
  03.Fev.17
Martins Júnior